Feriado se aproximando e muitos veem a oportunidade de descansar e aproveitar o momento para viajar e esquecer da correria do dia-a-dia. Para aqueles que não gostam de pular o Carnaval e curtir os desfiles que acontecerão em Catanduva e região, e optam por uma viagem diferente – como acampar – o Corpo de Bombeiros dá algumas dicas.
Segundo o sargento da base de Catanduva, Iasser Arafat, todo cuido é pouco para quem escolher acampar, visitar cachoeiras e até mesmo as prainhas da região.
“Uma coisa que as pessoas se esquecem é que a natureza pode ser traiçoeira e preparar surpresas nada agradáveis”, explica Arafat. O sargento ainda exemplifica o caso da pesquisadora Clélia Mardegan e o motorista Paulo Maiorano, que se perderam por quase 36 horas, semana passada, numa mata de Sales. É importante ressaltar que os dois conheciam o local, tinham experiência e acabaram se perdendo.
De acordo o bombeiro, a recomendação seria não entrar na mata de forma alguma, principalmente se não tiver preparo, conhecimento e a bagagem necessária. Entrar apenas pela aventura, não! Mas caso o passeio seja inevitável, os especialista avisam:
É imprescindível avisar alguém que não vá ao passeio sem ter fósforo/isqueiro, ter um guia que conheça bem a região, uma bússola, uma parelho GPS – utilizado para localização -, lanterna, antiinflamatório, roupas apropriadas, como camisa manga cumprida, calça, bota e se possível um chapéu que cubra toda região da cabeça e pescoço.
“Essas dicas são essenciais, as roupas e o chapéu impedem a picada de insetos e folhagens que cortam e podem ser venenosas. Já o antiinflamatório é necessário para precaver caso a pessoa seja picada por algum inseto e tenha alergia”, detalhou Arafat, lembrando que muitas vezes a pessoa pode não saber que tem alergia a determinado inseto. Outra dica importante é o celular de alta capacidade tecnológica, que seja via satélite. Na hora do possível aperto ele é imprescindível.
Como no conto de fadas ‘João e Maria’, é aconselhável e de extrema importância que o caminho pelo qual você irá percorrer seja marcado.
Pedaços de tecidos, linhas e até mesmo um facão para marcar as árvores e cortar folhagens auxilia na hora de voltar para casa e sair da mata.
PERIGO
Durante a caminhada do dia, o aventureiro ainda deve se atentar ao perigo oferecido pelos animais peçonhentos como: cobras, aranhas, escorpiões e também centopéias, lacrais, taturanas e principalmente abelhas. Outro cuidado importante é com as plantas tóxicas, caso o aventureiro não conheça o aconselhado é não comer.
Já durante a noite, o bombeiro conta que o perigo aumenta. “Nesses locais, principalmente nas matas bem fechadas, existem pacas, anta, cateto, dentre outros e consequentemente atraem as onças, jaguatiricas e outros felinos. Esses animais saem à noite para caçar e nessa hora podem te encontrar”, exemplificou.
Neste caso, se você estiver perdido ou então acampando é importante fazer uma fogueira – muito bem feita- e ficar controlando-a. Dessa forma você espanta alguns animais e consegue ter um pouco de segurança até ser encontrado ou levantar acampamento.
ME PERDI!
Se o aventureiro tiver adotado, todas as precauções e mesmo assim acabar se perdendo é importante lembrar que a mata desgasta muito o físico de quem anda por ela. Além de ter obstáculos, o local é abafado e fechado, deixando o percurso mais difícil.
Assim que perceber que se perdeu é importante ter calma respirar fundo e sentar para tentar se nortear. “A pessoa ficar apavorada não vai adiantar, irá apenas piorar a situação. Quando ela senta para se nortear ela poupa energia. É importante lembrar que o sol é uma grande bússola”, detalha Arafat, salientando que a mudança de sol com o passar do tempo indica a hora e principalmente a direção que a pessoa entrou. Se o aventureiro entrou durante o dia e o sol estava à sua frente e com entardecer o sol foi para o lado oposto, é possível constatar de qual direção você caminhava.
ÁGUA
Quando o assunto é prainhas e cachoeiras, o cuidado pede mais atenção. As prainhas de nossa região são traiçoeiras e perigosas, além da água não ser calma e o terreno ser desnivelado, contendo ainda desníveis e buracos.
Mas a dica ainda prevalece: “Tem que respeitar a natureza e se possível evitar aventuras que podem custar a vida”, diz Iasser Arafat, sargento do Corpo de Bombeiros Catanduva.
fonte: oregional.com.br
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