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76% dos Alunos de Instituição Disseram Não Ter Sofrido Bullying

Projeto desenvolvido pelo curso de Enfermagem das Fipa teve resultado positivo

Cidades 10/03/2010 | Por Onélio de Freitas

Um estudo científico desenvolvido pelo curso de Enfermagem da Faculdades Integradas Padre Albino (Fipa), apontou que 76% de um universo de 130 alunos, relataram não ter sofrido nenhum tipo de atitude discriminatórias de colegas de classe entre os anos de 2008 e 2009 em Catanduva.
O resultado foi apresentado no projeto “Alteridade e Bullying em instituições de ensino”, desenvolvido pela professora doutora Virtude Maria Soler, do curso de Enfermagem.
O trabalho teve como objetivo apresentar a incidência do bulliyng, nome em inglês que significa forma de violência e intimidação gerada por meio de atitudes agressivas, geralmente presente nas escolas. Ela envolve o predomínio da força em ações repetitivas, sem motivação aparente, observada entre alunos ou grupos uns contra os outros, vivenciada também virtualmente como ciber-bullying.
Os alunos entrevistados integravam os primeiros e segundo anos também do curso de Enfermagem da instituição. Dos que responderam à pesquisa, apenas 28 graduandos (21,5%) referiram se sentirem discriminados. Sobre atitudes violentas nas dependências da instituição, 16 graduandos (21,5%) referiram ter sofrido algum tipo de agressão, embora a maioria, 104 (80%), não.
O objetivo do projeto, de acordo com a professora, foi identificar o conhecimento do bullying entre os graduandos do curso de Enfermagem das Fipa. “A intenção também foi ainda buscar identificar os possíveis agressores, vítimas e observadores bem como as sugestões apontadas para minimizar práticas agressivas e de violência no âmbito escolar”, explicou a professora.
Quanto ao sentimento de exclusão nos cursos 33 (25,3%) o afirmaram, enquanto 97 (74,6%) não. Referiram imitar os colegas ou docentes do curso 19 (14,6%) graduandos; 106 (81,5%) não; 5 (3,8%) não declararam.
Segundo a professora, três condições são necessárias para que seja caracterizado o bullying. “Que o ato seja agressivo e negativo, aliado a repetição freqüente, além de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. Pode ser também evidenciado em todos os lugares e situações em que ocorram relações interpessoais”, comentou.
Virtude explica que pesquisadores mundiais têm direcionado suas pesquisas para este tema. “Ele tem crescido de forma alarmante e atingido faixas etárias cada vez mais distintas, assolando também estudantes do ensino superior”, continuou. A pesquisa foi desenvolvida pelos alunos Bruna Maria Menegesso, Carlos Alberto José dos Santos e Kemely Zaniboni Felice.
Como metodologia, foi utilizado tipo de questionário denominado Kidscape, complementado por um instrumento semi-estruturado, adaptado à realidade da população do estudo.
“Embora haja preocupação com as causas e consequências do bullying nas escolas, assim como com o assédio moral nos ambientes de trabalho, é necessário investigar o problema deste tipo de violência em escolas de ensino superior, na área médica e da saúde, visando combater essa prática.
Caracterizada como uma das formas de violência que mais cresce no mundo, também envolve práticas de racismo, comumente desenvolvidas por universitários”, finalizou.

 

fonte: oregional.com.br

 

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