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A presidente do Chile, Michelle Bachelet, disse nesta quinta-feira (4) que o país provavelmente precisará de crédito internacional depois do terremoto e dos tsunamis que devastaram regiões do país na madrugada do último sábado, deixando pelo menos 800 mortos.
Segundo Bachelet, os trabalhos de reconstrução do Chile devem durar entre três e quatro anos.
"Acredito que (a reconstrução do país demorará) praticamente todo o próximo governo ou pelo menos 3 anos. É um terremoto devastador", disse Bachelet à rádio local ADN.
Na véspera, o futuro ministro da Fazenda do presidente eleito Sebastián Piñera, Felipe Larraín, havia dito que estava estudando várias opções para arrecadar fundos e reconstruir a infraestrutura do país. Opositor de Bachelet, Piñera assume no próximo dia 11 para um mandato de quatro anos.
"A magnitude dos danos é enorme. O terremoto foi devastador", acrescentou a presidente.
Bachelet afirmou que as tarefas de reconstrução no Chile - atual credor do Fundo Monetário Internacional (FMI) - vão exigir alguns créditos internacionais.
"O Chile tem recursos para uma quantidade de ações, mas vamos ter que pedir crédito ao Banco Mundial e outras instituições", afirmou a presidente, que completou ainda não ser possível dimensionar o valor dos danos provocada pelo terremoto e o posterior tsunami.
"Há zonas rurais em que tudo está no chão, há destruição de infraestrutura. Milhares de chilenos perderam não apenas entes queridos, mas suas casas e pertennces, há empresas que sofreram perdas importantes", relatou Bachelet.
Estimativas falam que os prejuízos ao país podem atingir US$ 30 bilhões.
Segundo analistas, o governo pode também recorrer a reservas alcançadas com recursos da exploração do cobre. O país é o maior produtor mundial do minério.
fonte: globo.com
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